eração Distribuída é uma modalidade de produção energética bastante conhecida no setor elétrico mundial. Trata-se da geração de energia realizada próxima ao consumo.
Recentemente, no Brasil, ela foi reconhecida e regulamentada pelo Decreto Federal nº 5.163/04 e pela Norma Técnica 167/05 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Acontece, no entanto, que para a implantação efetiva da Geração Distribuída no país, não basta a definição dos marcos legal e regulatório.
Esse passo já foi dado. Agora é necessário fixar padrões operacionais que garantam a segurança das redes externa e interna, e também a viabilidade econômica da geração em baixa tensão. Entendendo que a Geração Distribuída é a metodologia operacional que viabiliza o uso de todas as fontes renováveis alternativas, a Plataforma Itaipu de Energias Renováveis participa intensamente do desenvolvimento e da promoção desse conceito de produção energética.
Tradicionalmente, a Política Energética Brasileira atende as demandas segundo o conceito de energia firme, ou seja, energia na maior quantidade e estabilidade possível. Isso conduz a opções de geração a partir de grandes empreendimentos, como é o caso da hidreletricidade, e também a termeletricidade a carvão, a gás e nuclear. É um modelo de geração que tem como meta reduzir custos e riscos, concentrando os processos de geração, transmissão e distribuição da energia.
Este modelo é estratégico para o país, pois garante a confiabilidade do sistema nacional. No entanto, a Geração Distribuída, que praticamente elimina os custos de transmissão e distribuição, viabiliza e estabelece uma nova dimensão de geração energética, de forma complementar ao modelo de grande escala.
Dados do Ministério das Minas e Energia indicam que 15% de toda a eletricidade gerada no pais é perdida no transporte. Estima-se que reduzir 10% dessa perda equivaleria à produção de uma usina hidrelétrica do porte da do Rio Madeira.
A Geração Distribuída, portanto, propõe um novo olhar sobre o modelo do sistema elétrico, que apresenta várias vantagens em relação ao modo de gerar convencional, a saber:
• Viabiliza a eficiência energética regional a partir da sua renovabilidade;
• Adequa os custos da energia de atividades economicamente críticas;
• Viabiliza o emprego das fontes renováveis disponíveis;
• Viabiliza unidades geradoras de pequeno porte;
• Fornece energia adequada ao tipo de consumo;
• Produz amplos efeitos econômicos locais e regionais.