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05/08/2010 - 12:30

Nova lei de resíduos sólidos confirma políticas de Itaipu

 
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Central de Reciclagem da Itaipu: empresa recicla até 9 mil kg de material por mês.
   
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última segunda-feira (2) a Política Nacional de Resíduos Sólidos, após 20 anos de tramitação no Congresso Nacional. Agora, a responsabilidade pelos resíduos sólidos passa a ser compartilhada entre governos (federal, estaduais e municipais) e empresas. E as cooperativas de catadores passam a ter acesso a financiamentos públicos, para atuarem como prestadores de serviços na coleta de materiais recicláveis.
    
A nova lei está em sintonia com diversas iniciativas da Itaipu Binacional, como a Plataforma Itaipu de Energias Renováveis e o Coleta Solidária, projeto que faz parte do Programa Cultivando Água Boa. “O lixo é um dos principais problemas ambientais do país”, comenta o diretor de Coordenação e Meio Ambiente, Nelton Friedrich. “E a lei produz um enorme avanço ao exigir a reciclagem e a correta destinação dos resíduos”, completa. (Para mais informações, clique em Leia Mais).

Uma das principais novidades da lei está no tratamento dado aos lixões. Estados e prefeituras terão que acabar com esse importante gerador de gases do efeito estufa e substituí-los por aterros sanitários (a área precisa ser impermeabilizada, a matéria orgânica não pode ficar exposta, todo o gás metano precisa ser coletado e transformado em energia ou queimado, entre outras exigências).
     
Outra novidade está na questão do ciclo de vida dos produtos. A responsabilidade pelo descarte de produtos eletrônicos, baterias, lâmpadas e embalagens, após o consumo (a chamada logística reversa), passa a ser de toda a cadeia de produção dos bens. Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado em maio, identificou que o país deixa de ganhar R$ 8 bilhões por ano ao não reciclar todos os resíduos.
   
Na opinião do coordenador de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley, a nova lei deverá mudar a cultura do tratamento do lixo no Brasil. “A lei obriga claramente as prefeituras a evoluírem na questão da coleta e reciclagem. Está clara também a necessidade de evolução do serviço prestado pelos catadores e nisso o carrinho elétrico desenvolvido pela Itaipu deverá desempenhar um papel fundamental”.
    
Com capacidade para carregar mais de 300 quilos de carga e despesas com energia de apenas R$ 7 por mês, o carrinho elétrico multiplica a produtividade dos catadores. Itaipu já produziu e entregou mais de 80 unidades para cooperativas da Região Oeste do Paraná e para diversas capitais brasileiras, onde vêm sendo testados pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.
     
Segundo Bley, a Itaipu vem participando ativamente de reuniões do Conselho Interministerial, com o intuito de ampliar as possibilidades de financiamento das cooperativas de catadores junto ao BNDES. “A ideia é financiar a fabricação de carrinhos de forma descentralizada, para ampliar as oportunidades de crescimento para essas cooperativas”, acrescenta o superintendente.

 
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